Só podia dar nisto. Andar a esticar a corda, a tentar desdobrar-me em trabalho, estudos, vida social e lazer só podia dar numa visitinha ao médico. Não foi uma visita simpática como de costume. Normalmente quando lá vou já lhe levo o diagnóstico e ele só tem de me prescrever a medicação - ora, estou com cólicas, dores abdominais, diarreia, vómitos, febre mas o meu primo esteve com gastroenterite vírica e eu acho que a contraí também; ou estou dores de garganta brutais, uma pontada no ouvido, febre, dores de cabeça e dores musculares, acho que tenho uma amigdalite ou, na melhor das hipóteses, uma gripezinha... mas atenção que sou alérgica à penicilina. Desta vez entrei consultório adentro e entre lágrimas e soluços só dizia: não aguento mais! não aguento mais! acho... que... atingi... o... limite!
A cara de aflita da médica teria sido motivo para me rir se estivesse noutra situação. As palpitações, os tremores, as lágrimas que não paravam de cair, o aperto no peito, o ar que não chegava aos pulmões, fizeram com que não conseguisse sequer esboçar um sorriso de cortesia. Diagnóstico: ataque de ansiedade (termo muito pouco científico, para quem não sabe) provocado por depressão. Procedimento: casa, anti-depressivo, aumento da dosagem de calmantes e consultas regulares de psiquiatria. (BOA!!!!)
Lado bom da questão: imagino que as minhas próximas férias sejam no Magalhães Lemos. É low-cost. E como tudo o que é low cost, é fashion!