segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Frustração

Aproximam-se tempos difíceis. Não, não é a crise, o défice, as medidas de austeridade, os maus resultados do sporting. É mesmo a minha vida.
O contrato de trabalho termina daqui a um mês. Umas férias até que sabiam bem - e estou a precisar - mas preciso de trabalhar também. Apesar de estar esgotadíssima e de não conseguir lidar com metade do que se passa à minha volta por causa deste trabalho "sanguessuga" também já não consigo imaginar-me em casa, como há uns tempos, a abrir o computador só para ver os anúncios de emprego. Não quero ficar parada, especada nisto também, enquanto todos os outros seguem em frente, traçam os seus caminhos e sobem os degraus. Não sei se vou ter paciência para o "enviar currículo - agendar entrevista (quando acontece) - aguardar resposta (que geralmente é: não". E desta vez não me venham cá com "o filho da tia da prima da vizinha diz que onde ele trabalha estão a recrutar... não lhe queres dar o teu currículo"? Eu sei que os tempos estão maus e que temos pouca margem para mariquices mas NÃO, não quero dar o meu currículo a estranhos, sabendo lá eu se realmente estão a recrutar ou que fim é que terão os meus dados pessoais. Com este espírito ainda acabo a varrer ruas e a ganhar 485€/mês (uma fartura, actualmente), mas pelo menos sou limpinha.
Queria fazer uma pós-graduação, um curso de línguas e obter uma certificação em gestão de projectos. Queria comprar uma casa, um carro, casar e ter filhos (tudo a seu tempo, claro). Queria andar com o coração menos apertado e pisar um chão mais seguro. Odeio a corda bamba, o amanhã logo se vê ou o "tem de aguardar um bocadinho".
Basicamente, estou cheia da minha vida...

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